SUPERCONDUTIVIDADE

SUPERCONDUTIVIDADE

Um supercondutor é um tipo de material que, quando resfriado abaixo de determinada temperatura, conhecida como temperatura crítica, apresenta resistência elétrica nula ou não mensurável.

Foi descoberta em 1911 pelo holandês Heike Onnes ao estudar as propriedades do mercúrio resfriado com hélio líquido (4,2 K ou -268,8°C), e ao longo deste século, vários outros materiais supercondutores foram descobertos ou desenvolvidos sinteticamente. Em especial, em 1987, foi criado o óxido de ítrio-bário-cobre (YBa2Cu3O7-y), que transita para o estado supercondutor ao ser resfriado com nitrogênio líquido (77 K ou -196°C) à pressão atmosférica, ampliando as possibilidades de aplicações de supercondutores.

Outra propriedade importante é o diamagnetismo perfeito (Efeito Meissner), que faz com que o material expulse todo e qualquer fluxo magnético de seu interior. No entanto, os supercondutores que possuem aplicações práticas (Tipo II) apresentam imperfeições mecânicas em sua estrutura cristalina. Estes defeitos se tornam centros de aprisionamento de fluxo conhecidos como vórtices ou fluxóides, fazendo com que o supercondutor se oponha a qualquer variação de fluxo magnético, impondo uma força que permite a levitação.

 

Fitas de Segunda Geração
As fitas 2G começaram a ser fabricadas em 2005 e, desde então, muitas das aplicações existentes vem sendo repensadas utilizando esta tecnologia. Composta por diversas camadas de diferentes materiais, as fitas 2G possuem uma fina camada de apenas 1 μm de espessura de supercondutor (YBa2Cu3O7-y), como pode ser visto na figura a seguir. Sua fabricação só foi possível com o desenvolvimento da tecnologia de filmes finos e tem como principais vantagens a alta densidade de corrente crítica e o fato de ser produzida em larga escala a partir de processos automatizados.

fita2g